Sobre tudo quanto há de mim, sobre aquilo que deixo estar, aquilo que já está e o resto que remediado me parece.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Dica de mulher!




Dicas de como se usar um belo lenço no inverno!!

Clique Aqui!

Ps: Ah! QUal é?

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

A física das Cores!

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Mar = água e sal água e sal = lágrima sol, água e mar = cores

Domingo, 24 de Maio de 2009

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Domingo, 10 de Maio de 2009

Elegia aos Homens

Samba Carnaval Futebol

Mulher Carro Futebol

Carro Mulher Cerveja

Grana Carro Mulher

Penetração
Dominação
Alienação

Carnaval Carro Futebol

Country Axé Mulher

Futebol Axé Músculos

Pênis Axé Carro

Não Caralho Não

nina simone - my baby just cares for me

Sábado, 9 de Maio de 2009

Pôr-do-sol




O negócio é que eu quero ver o pôr do sol, esse é o canal. Alguém me inspirou a isso, houve uma troca no sentido palavra-imagem. Ainda ei de pedir pessoas que fotografem a mim. A imagem da mulher na imagem de si mesma. Eu acho que vou começar a trazer a minha canga. Secador não precisa de canga.

É. Não existir pessoa no mundo é um problema. Vejo muitas bem parecidas, muito mesmo. Grupos delas eu vejo e exercito escrever sobre eles, eu penso ser um problema não haver nada que as une a não ser o estardalhaço.

Novamente eu me pego em um bar em companhia de uma cerveja e meus pensamentos. Desde então certo tempo passou, isso foi há alguns meses e eu pensei na falta que faz estar sem a minha trilha sonora do momento. É que eu andei meio desligada dela e agora ela deu o troco. As parcas tecnologias do mundo pós-moderno do capitalismo tardio não servem de nada no momento. Tudo é tão fragmentado que me causa náuseas.

Hoje alguém disse: “O frango voltou! Graças a Deus!”. Ainda bem que existem as aspas. E o frango? Continua tite como diria o chinês de Ferreira Gullar. Pausa para a cerveja....

Se um texto lhe interrompe e rompe suas veias e vísceras, ele está querendo ser escrito. E isso é melhor que aconteça. Custe o que custar. Afinal, ele desvia o seu caminho, ele te induz a pecar no caminho da mente porque ela queria você em outro lugar racional. Entretanto a razão se perde em meio a pessoas desconhecidas. Talvez por isso mesmo, por ser desconhecida em meio a desconhecidos é que isso acontece: a urgência de escrever.

6/05/2009 – Lamento os poemas e crônicas que não datei.

Lágrima = sal e água



Parece até mentira ou brincadeira que seja eu a mesma pessoa que esteja escrevendo isso..depois de tantas outras com temáticas mais "animadas". Depois de estar o dia todo em casa, estudando e digitando meus textos.. depois de fazer o almço e de arrumar tudo para deixar tudo limpo.. eu me deitei um pouco para uma soneca..Acordei agora... pouco tempo depois com um certo ar de vazio, solidão e saudade..

Uma sensação muito ruim se apoderou de mim, era como se eu quisesse voltar no tempo, recuperar alguma coisa.. um certo medo de não saber onde estava..de não se justificar em nada a distância que tenho das pessoas que amo.. Eu começei a chorar..de repente eu queria estar em outro lugar, longe muito longe daqui..onde houvesse alguém para saber quem eu sou, para dividir coisas boas..para acolher meus pensamentos ao invés de dar as costas a eles..Eu estou chorando ainda...Percebi então a minha real situação, que estou aprisionada aqui de alguma maneira.. que tenho vontade de gritar, de ser como sou, livre, longe de perfeições, formalidades, sem exagerados pedidos de permissão para tudo, sem abertura, ao contrário, encontradando o julgamento em tudo, a desaprovação.

As lágrimas me chegaram tão rápido e eu fiquei tão desacreditada de tudo que vim fazer aqui, da real boa ação e bom caminho..que não mais sentia prazer no que estava buscando fazer.. Depois das lágrimas, vem a Tristesa, as interrogações.. a falta de ar que a rotina lhe trás, o sufocamento. Eu tenho defeitos e só quero conviver com eles em paz e sem culpa.. se pedir que me aceitem assim é muito.. Eu é que já não suporto mais tentar ser o que definitivamente não sou. Eu é que já não suporto mais ouvir tudo calada, ouvir ameaças, ouvir que nada é bom o suficiente e que por isso estou na berlinda. Pro inferno..

Busquei ficar imune a isso, busquei me conscentrar e levar adiante o caminho sem me deixar abater por miudezes, mas isso é muito difícil..estou me sentido no limiar de uma resposta mau criada, de chutar o balde de merda para longe e mostrar a todos o quanto essa rotina, o machismo, a falsidade é alienante. Não há gratidão que pague a cegueira, a úlcera, a vontade de ir e vir, a vontade de poder fazer algo sem culpa de ser taxada, ser acusada de coisas terríveis quando simplesmente vc só quis respirar um pouco. Seja o que for que vai acontecer na minha vida.. eu estou certa de que esta que levo morando nessa casa eu não suporto mais. Não mais.

Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Q UA R T O D E D E S P E J O



Trechos do Diário de Carolina Maria de Jesus


Estes são trechos do diário de Carolina
Maria de Jesus, moradora da favela do Canindé,
em São Paulo, catadora de lixo e mãe de três
filhos. Transcrevemos suas palavras letra por letra,
desconsiderando o fato de que ela escreve fora da
norma culta e no ano de 1955, antes da Reforma
Ortográfica.

15 de julho de 1955
Aniversário de minha filha Vera Eunice.
Eu pretendia comprar um par de sapatos para ela.
Mas o custo dos gêneros alimenticios nos impede
a realização dos nossos desejos. Atualmente somos
escravos do custo de vida. Eu achei um par de sapatos
no lixo, lavei e remendei para ela calçar.
Eu não tinha um tostão para comprar pão.
Então eu lavei 3 litros e troquei com o Arnaldo.
Êle fi cou com os litros e deu-me pão. Fui receber o
dinheiro do papel. Recebi em 65 cruzeiros. Comprei
20 de carne. 1 quilo de toucinho e 1 quilo de açucar
e sis cruzeiros de queijo. E o dinheiro acabou-se.
Passei o dia indisposta. Percebi que estava
resfriada. A noite o peito doia-me. Comecei tussir.
Resolvi não sair a noite para catar papel. Procurei
meu fi lho João José. Êle estava na rua Felisberto de
Carvalho, perto do mercadinho. O onibus atirou um
garoto na calçada e a turba afl uiu-se. Êle estava no
nucleo. Dei-lhe uns tapas e em cinco minutos êle
chegou em casa.
Ablui as crianças, aleitei-as e ablui-me e
aleitei-me. Esperei até as 11 horas, um certo alguem.
Êle não veio. Tomei um melhoral e deitei-me
novamente. Quando despertei o astro rei deslizava no
espaço. A minha fi lha Vera Eunice dizia: – Vai buscar
água mamãe!
17 de julho de 1955

Domingo. Um dia maravilhoso. O céu azul
sem nuvem. O sol está tepido. Deixei o leito as 6,30.
Fui buscar agua. Fiz café. Tendo só um pedaço de
pão e 3 cruzeiros. Dei um pedaço a cada um, puis
feijão no fogo que ganhei ontem do Centro Espirita
da Rua Vergueiro 103. Fui lavar minhas roupas.
Quando retornei do rio o feijão estava cosido. Os
fi lhos pediram pão. Dei os 3 cruzeiros ao João José
para ir comprar pão. Hoje é a Nair Mathias quem
começou impricar com os meus fi lhos. A Silvia e o
espôso já iniciaram o espetaculo ao ar livre. Êle está
lhe espancando. E eu estou revoltada com o que as
crianças presenciam. Ouvem palavras de baixo calão.
Oh! se eu pudesse mudar daqui para um nucleo mais
decente.
Fui na D. Florela pedir um dente de alho. E
fui na D. Analia. E recebi o que esperava:
— Não tenho!
Fui torcer as minhas roupas. A D. Aparecida
perguntou-me:
— A senhora está gravida?
— Não senhora — respondi gentilmente.
E lhe chinguei interiormente. Se estou gravida
não é de sua conta. Tenho pavor destas mulheres da
favela. Tudo quer saber! A lingua delas é como os pés
de galinha. Tudo espalha. Está circulando rumor que
eu estou gravida! E eu, não sabia!
Saí a noite, e fui catar papel. Quando eu
passava perto do campo do São Paulo, varias pessoas
saiam do campo. Todas branca, só um preto. E o preto
começou insultar-me:
— Vai catar papel, minha tia? Olha o buraco,
minha tia.
Eu estava indisposta. Com vontade de deitar.
Mas, prossegui. Encontrei varias pessoas amigas
e parava para falar. Quando eu subia a Avenida
Tiradentes encontrei umas senhoras. Uma perguntoume:
— Sarou as pernas?
Depois que operei, fi quei bôa, graças a Deus.
E até pude dançar no Carnaval, com minha fantasia de
penas. Quem operou-me foi o Dr. José Torres Netto.
Bom médico. E falamos de politicos. Quando uma
senhora perguntou-me o que acho do Carlos Lacerda,
respondi concientemente:
— Muito inteligente. Mas não tem iducação.
É um politico de cortiço. Que gosta de intriga. Um
agitador.
Uma senhora disse que foi pena! A bala que
pegou o major podia acertar no Carlos Lacerda.
— Mas o seu dia... chegará — comentou
outra.
Varias pessoas afluiram-se. Eu, era o alvo da
atenções. Fiquei apreensiva, porque eu estava catando
papel, andrajosa (...) Depois, não mais quiz falar com
ninguem, porque precisava catar papel. Precisava de
dinheiro. Eu não tinha dinheiro em casa para comprar
pão. Trabalhei até as 11,30. Quando cheguei em casa
era 24 horas. Esquentei a comida, dei para a Vera
Eunice, jantei e deite-me. Quando despertei, os raios
solares penetrava pelas frestas do barracão.
Carolina Maria de Jesus


Fonte: Jornal PlásticoBolha dos estudantes de Letras da PUC- Rj

Domingo, 2 de Novembro de 2008

Manual Prático de Aline - Parte II (Doses cavalares)

O fio desta meada começou na postagem anterior. Sigamos...

Globo

Chegou a hora de falar numa questão que grande parte da população brasileira não sabe. Os veículos de comunicação no Brasil é um monopólio que há mais de cinco décadas vem exercendo domínio sobre a população. Na constituição brasileira a televisão deveria ser usada com objetivos educativos e culturais, principalmente por se tratar de uma concessão pública, entretanto isso não é respeitado. Os presidentes da república que por aki passaram deram as concessões a seu bel prazer, para quem serve a eles e só a seu governo. Dessa forma segue a alienação e o total descomprometimento com a população, com a educação e com o Brasil. Basta estudar um pouquinho como foi o processo de chegada da televisão no Brasil. Houve corrupção e lavagem de dinheiro na importação dos aparelhos que Chatô trouxe dos EUA. Roberto Marinho rapidamente agarrou o filão que surgia ficando muito amigo do poder instituído. Daí então o "padrão globo de qualidade" tem se tornado um mito. Do Oiapoque ao Chuí o melhor sinal, via satélite, é o da Globo. Agora já pensando no monopólio da TV digital, ninguém questionou o motivo por adotar um modelo externo, quando no Brasil já estava sendo desenvolvidas pesquisas para um modelo de tv digital brasileiro, mais democrático e multidisciplinar. Nosso "querido" ministro Hélio Costa, culiado com as organizações globo, grande favorecida com o modelo excludente de comunicação, boicotou todas as discussões a respeito do tema, faltou a todos os debates nas universidades a que foi convidado e assim a coisa se deu. As novelas é a ditadura de um comportamento e de um estilo de vida que nem 70% do Brasil consegue passar perto. Nos rincões desse nosso país aquilo que passa todos os dias em horário nobre é a coisa mais absurda que já viram. As únicas pessoas que ainda acreditam naquilo é quem de um jeito ou de outro faz parte do esqueminha, mesmo que de uma forma alienada e completamente alheia à realidade que nos assola.
Ouvi outro dia que o presidente do Brasil é a Globo! Ri para não chorar! Ora de oposição, ora de situação, essa rede bobo ajudou a matar e torturar muita gente na época da ditadura enquanto a nação cantava o iê iê iê da jovem guarda. Depois ajudou a derrubar a ditadura com um discurso libertário, onde ela mesma iria exercer a ditadura da democracia falida, a ditadura das novelas, dos esteriótipos e das mentiras históricas.

Acesse o link http://www.midiaindependente.org
e veja como adquirir o lendário vídeo "Além do Cidadão Kane".

Para ler mais acesse também http://www.culturabrasil.pro.br

Baixe aqui a publicação lançada pelo Coletivo Intervozes sobre Consessões de Rádio e TV no Brasil.


Reforma Agrária



No Brasil, desde a época das sesmarias doadas pelos portugueses a seus fidalgos, a aquisição de terras sempre foi ou por meio de doação, herança ou via compra. Jamais se pensou na conquista da terra por aqueles que nela trabalham. Para mim a terra só é de direito daqueles que nela trabalha, que nela deposita o seu suor e seu amor em ver florescer aquilo que foi plantado. A reforma agrária se baseia na indenização do proprietário pela terra improdutiva que vai ser adquirida pelo estado para fins de assentar famílias. Porém, o país não tem tanto dinheiro assim para comprar novamente tanto latifúndio que ele mesmo, o próprio estado, deu tempos atrás. Nisso entra a burocracia, a corrupção, a grilagem, a matança proferida contra os camponeses etc. Para mim o melhor seria a REVOLUÇÃO AGRÁRIA. Essa sim, iria retirar dos latifundiários a terra, que seria repartida em tamanhos iguais e entregue às famílias de camponeses para que ali eles produzam os alimentos que abastecem as cidades. Se isso fosse feito, aumentaria muito a produção de alimentos, o que levaria à diminuição dos preços desses alimentos contribuindo para a extinção da fome e principalmente com a extinção das favelas nos grandes conglomerados. Dessa forma pensaríamos no desemprego com outra visão, e não como vemos hoje. E também não iríamos achar que esse grande mal, o desemprego, se resolve somente com a construção civil e sim com educação pública e de qualidade para todos. Por isso é importante o movimento da educação popular, com escolas no campo e na cidade, conscientizando o camponês e o operário de sua condição. Nada é tão bom quanto parece.

Saiba mais em A Nova Democracia
Agroecologia

Leia também Rôndonia que ninguém vê!

Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Gumgazabumba!! Uma trilha para animar o instinto!!